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Pessoas da rua

“Meu nome é João Paulo Ramos da Silva, tenho 21 anos e moro na Estação. O que é difícil pra mim na rua é a discriminação, você chega perto das pessoas pra pedir um lanche e elas acham que você vai roubar. Te jugam sem saber, te jugam sem te conhecer. O que é bom ...continue lendo

Escolhas da vida

“Marcos Donizete Rodrigues, nasci em 1971. Antes de chegar aqui eu mexia com lanche, aí o que eu tinha era uma clientela bem boa. Ai do cachorro-quente a gente passou pra outro tipo de lanche, levou um certo tempo, eu trabalhava registrado e saí pra trabalhar por conta. O lanche mudou nossa vida, com ele ...continue lendo

Vida digna

“Já sonhei muito, já quis mudar o mundo. Hoje em dia, cara, meu sonho é dar uma qualidade de vida razoável pra minha família, pros meus dois filhos, minha esposa e ter uma vida tranquila. Ter uma vida digna, respeitar as pessoas.”

Pé Vermelho

“Sidineia Pereira Nunes, tenho 35 anos, nasci em Campinas e moro há 35 anos em Sumaré. Tenho 10 irmãos, pai baiano, mãe pernambucana e peguei o começo de Sumaré mesmo, parecido com o começo aqui do Vila Soma. O pessoal fala que a gente é pé vermelho, mas em Sumaré todo mundo era. A cidade ...continue lendo

Trabalho na terra

“Verônica Roque dos Santos, 58 anos de idade e já 14 aqui de assentamento. A gente veio pra cá em 2003, né, foi bastante difícil, não tinha muito recurso, a gente dependia até de fazer uma arrecadação pra ajudar o pessoal que era mais fraco, a gente foi buscando projetos e foi melhorando as coisas. ...continue lendo

Inventar soluções

“Jorge Inocêncio Alves Júnior, 37 anos, sou daqui de Ubatuba mesmo. Eu tive avós muito que além de serem muito criativos sempre incentivaram a minha criatividade. Então sempre tinha casa de farinha, aquelas engrenagens com cintos, correias e tudo mais que tem na roça. O caiçara tem sua forma de fazer, né? Você tem que ...continue lendo

Amor pela mudança

“Meu nome é Verena Paparato e eu tenho 24 anos. Eu adoro mudança, gosto de ir embora de todo lugar, acho maravilhoso, aquela agitação interna e normalmente a vida me surpreende de uma maneira positiva, então acho isso sensacional… agora esse final de semana eu fui pela primeira vez em Belo Horizonte, nunca tinha ido ...continue lendo

Amar cavalos

“Rodrigo Miranda de Souza, eu tenho 34 anos. Diferentemente de muitos dos meus competidores, eu não nasci no mundo do cavalo. Não cresci com isso. Eu comecei um pouco mais velho, com 20 anos. Acho que fui conquistado pela docilidade do animal. Agora é interessante como não me vejo mais fora desse mundo. Não me ...continue lendo

Pedacinho de terra

“Esse é meu primeiro acampamento, primeira vez que entrei na luta pela terra. Se fosse na beira da pista eu não iria porque tem perigo do carro, caminhão, atropelamento, ladrão e etc. O que me trouxe pra cá foi a vontade de ter um pedacinho de terra, plantar alguma coisa, passar horas aqui. Distrair a ...continue lendo

Trabalho salvador

“Meu nome é Leila e eu tenho 40 anos de idade. Minha grande luta hoje é contra o cigarro. Já fumei muito, desde os 18. Mas teve as pausas, assim, quando eu engravidei do meu filho eu parei, aí depois de 4 anos eu engravidei de novo e fiquei após a gravidez 4 anos sem ...continue lendo

O amigo

“Sou Messias da Silva, 41 anos. Fazem uns 3 anos que estou aqui no carvão. Antes trabalhava de cortador de cana, na usinas aqui da região. Mudei porquê o rapaz que trabalha aqui é muito meu amigo e abriu essa firma, aí me chamou pra trabalhar com ele e eu vim pela amizade. Vim pela ...continue lendo

Brincar

“Eu gosto de brincar na terra, brincar com as minha bonecas e também fazer tudo que eu quiser.”

Mudar a vida

“Jonathan Carvalho Monteiro, 22 anos e desde os 18 ‘trampando’ aqui na limpeza dos peixes. Sabe, quando comecei nesse mundo do pescado minha vontade mesmo era pescar. Sabe, aquela da aventura, de estar ali lutando contra o mar e superando desafios. Mas ai a vida vai passando e vamos perdendo as ilusões né. Hoje, que ...continue lendo

Gostar da APAE

“Sou Deise Kratza e frequento a APAE de Valinhos desde que sou bebezinha, por isso tenho uma ligação muito forte com as pessoas e os espaços aqui da APAE. Gosto das atividades propostas, e gosto bastante do teatro.”

Aprender na vida

“Sou parte de uma geração que não teve muito acesso a estudo e que aprendeu as coisas na vida. Sabe, a escola da vida. Entra ano e sai ano você vai aprendendo cada vez mais, você nunca sabe tudo, sempre tem alguém pra te ensinar.”

Vida no campo

“Eu sou Jair e vim de Mogi Guaçu em 2003, a gente costuma dizer que aqui é Bauru. Rapaz, o sofrimento foi grande, na época eu deixei meu emprego em rumo ao desconhecido. Toda vida eu trabalhei no campo, única carteira registrada que eu tive foi rural, agora eu quero ver se consigo me aposentar, ...continue lendo

A minha mãe

“Meu nome é Ivanice Maria de Oliveira Lima, eu tenho 44 anos. Hoje minha vida gira em torno da minha mãe, que representa tudo pra mim. Apesar de sermos 5 irmãos, sou mais eu que cuido dela. Mas olha, pra falar a verdade, foi uma coisa positiva que ficou pra mim. Posso dizer que pra ...continue lendo

Inventar meu pai

“Sou Emanuel, tenho 8 anos. Gosto das invenções do meu pai, gosto do carro grandão que ele fez. Acho legal, eu também quero ser um inventor.”

Morar na rua

“Sou bauruense, meu nome é Cristiano Caetano Soares Barbosa, tenho 31 anos, desde os 13 anos eu moro na rua. O tratamento que as pessoas nos dão é meio duro sabe. Tirando os irmãos da igreja que nos ajuda com roupa e alimentação o resto passa perto de nós como se a gente fosse invisível, ...continue lendo

Preconceito

“Prudente é uma cidade muito boa, tem trabalho, segurança, lugares legais. Mas se tivesse que escolher uma coisa ruim é o preconceito. Meio velado, mas existe muito! Sabe aquelas piadinhas que ouvimos na rua? Mas em particular eu não ligo, acho que por isso eu não arrumei briga, eu fico na minha… é melhor ignorar. ...continue lendo

Luta difícil

“Meu nome é Antônio José Rodrigues, conhecido como Antônio da Ave-Maria, tenho 71 anos, 14/07/1945. Quando eu entrei na terra eu tinha 53, então quando a gente chegou aqui a gente chegou em 2003, dentro dessa área aqui tem 5196 hectares. Quando a gente entrou era tudo cheio de eucalipto, aí foram cortando eucalipto e ...continue lendo

Desenho e grafite

“Sérgio de Campos Oliveira, 31 anos, desenhista, artista visual, artista do grafite também… minha ligação com a arte ‘tá’ desde pequeno, desde os 10 anos já venho desenhando, autodidata. Me descobri no desenho aos 15 anos, já tinha em mente o que eu queria fazer, conversando com a minha mãe eu perguntei se a profissão ...continue lendo

Trabalho aposentado

“Joaquim José dos Santos Neto, ‘tô’ com 65 anos e depois de aposentado comecei um desafio em um mundo novo: o mundo da areia. Eu não mexia com esse ramo aqui, eu fui funcionário do Banco do Brasil até 96, lá no Mato Grosso do Sul, lá eu pescava todo sábado. Era bom demais, ficava ...continue lendo

Amor pela cidade

“Meu nome é Stella Bonotti Paes de Melo, tenho 37 anos. Nasci em Ribeirão e sou moradora aqui até hoje. No momento eu sou cozinheira escolar e fotógrafa amadora. Eu amo essa cidade, sou apaixonada por essa cidade, nasci e cresci aqui e pretendo morrer nessa cidade. Fiz muita coisa, no momento eu ‘tô’ trabalhando ...continue lendo

Vida na laranja

“Venho de uma família humilde, de trabalhadores rurais. Eu e meu irmão fizemos o máximo pra ajudar nossos pais. Eles tocavam roça, mexia com lavoura de grãos e também tirava leite. Desde pequeno eu acordava muito cedo pra ajudar eles. Lembro da mãe contar pra gente que quando era pequena apanhava algodão na região de ...continue lendo

Cidade e campo

“Meu nome é Cristiane Rodrigues Lima de Oliveira, tenho 44 anos e ‘tô’ aqui já faz 1 ano. Foi muito bom eu ter descoberto isso aqui, eu não fazia ideia antes do que era isso, eu achava que Sem Terra era uma coisa feia, uma coisa ruim. Isso não existe, não são cangaceiros, não são ...continue lendo

Trabalho nas ruas

“Aparecido Cardoso, vou fazer 61 anos agora em outubro. essa atividade é uma atividade que praticamente eu trabalhei em várias empresas em São Paulo e até agora não pude pagar o restante pra completar o INSS, eu queria pagar de uma vez mas não pude pagar, o meu serviço na minha cidade não existe mais, ...continue lendo

Fotografia e Capão

“Meu nome é Anderson, Anderson Vieira, tenho 28 anos, sou conhecido como Tom, apelido de família, desde pivete me chamam assim. Moro no Capão há uns 15 anos, sou de Vitória da Conquista, na Bahia, vim pra cá com 2 anos, aquela famosa história da família que vem tentar a sorte na terra da oportunidade. ...continue lendo

Mulheres nos espaços

“Uma das minhas grandes alegrias é saber que hoje mulheres também participam de competições de laço. Participam mesmo, não é que entram e só. Cuidam dos bichos, dos espaços, dos veículos. Estão inseridas em todos os espaços. Não essa assim, meu querido. Pouco tempo atrás não era assim.”

Vida nos cavalos

“A paixão pelos cavalos veio do meu pai, ele sempre foi gerente de fazenda. Aí meu irmão começou trabalhar na fazenda vizinha, montou o haras e depois foi trabalhar em outro haras mais antigo. Lé ele foi contratado e depois de um tempo, quando eu tinha 13 anos, me chamaram. Nunca tinha imaginado que eu ...continue lendo