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Uma vida de trabalho 15set

Uma vida de trabalho

“Sou Maria Aparecida Maurício, 58 anos. Sou ‘lavrourista’, dia 3 de dezembro vai fazer 5 anos que eu ‘tô’ aqui na fazenda, mas comecei a trabalhar mesmo quando eu tinha 10 anos. Não consigo imaginar uma vida sem trabalho.”

Minha Bauru 15set

Minha Bauru

“Sou de 1952, meu nome é Paulo Flávio Lourenço Moura. Bauru foi muito boa, aqui era uma praça maravilhosa. Hoje não é como antigamente, agora só tem essa molecada mexendo com drogas, outro dia eu ‘tava’ passando aqui e veio 4 caras tentando me roubar. Eu me defendi, eu jogo capoeira e derrubei os 4
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Vida na estrada 14set

Vida na estrada

“Sou Maria José Ferreira dos Santos, 63 anos. Olha, se eu fosse homem eu seria caminhoneiro, pra ficar na estrada, sempre na estrada. Esse sentimento de movimento sempre me perseguiu! Quando eu trabalhava nas casas de família eu nunca quis ter carteira registrada, porque se o patrão me olhasse torto, eu já falava tchau. Voltava
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Meus 91 13set

Meus 91

“Meu nome é João Francisco de Bau, 91 anos. Esse espaço é meu reino hoje. Pra mim isso é uma terapia, eu ‘tô’ com essa idade e eu não tenho outra coisa mais a fazer do que isso, e eu sem isso não posso viver. Eu moro sozinho e nesse sozinho você fica encabulando as
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Café de ontem 11set

Café de ontem

“A gente era acostumado a trabalhar, não achava difícil, era gostoso.A gente frequentava a escola e quando chegava tinha que almoçar e capinar arroz, feijão. Tudo descalço, não tinha nada pra colocar no pé não, e coitada, minha mãe que morreu cedo demais era muito trabalhadeira, povo honesto a vida inteira. Só que depois que
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Vila Santana 10set

Vila Santana

“Me chamo Agnaldo Moraes, sou aqui da Vila Santana, em Valinhos, e a maior lembrança que tenho é do campo de bocha do Clube Operário. O campo era precário, velho e sujo mas era divertido, gostoso, uma animação total. Depois foi feito o Supermercado Caetano e a bocha passou mais para a frente. Eu digo
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Minha Sorocaba 03set

Minha Sorocaba

“Sorocaba passou de uma cidade assim bem provincial pra uma cidade bem moderna a partir de 1970. hoje Sorocaba tem um dos polos industriais mais importantes do Brasil. Quando cheguei aqui em 1955 não era assim. A sorocabana foi importante nesse processo. Foi pioneira como empresa de transporte que movimentou todo esse ramal de São
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Nossa terra 02set

Nossa terra

“Sou José Militão, 74 a lutador do MST. A parte melhor de viver aqui é que aqui é todo mundo irmão, o que acontece com um acontece com todo mundo. Tem outra coisa, aqui nós todos gosta daqui, a nossa patroa é a melhor que tem. Não é puxando o saco, é a realidade, o
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Vida de Santo 01set

Vida de Santo

“Me chamo Luiz, mais conhecido pelo meu nome de santo, Toloji. Minha caminhada nesse mundo começou quando eu tinha um amigo, aqui em Campinas, que frequentava a Umbanda. Antes eu era católico, minha família muito católica, mas tinha algumas coisas que não dava pra gente conceber dentro do catolicismo como, por exemplo, o fato de
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Comida boa 01set

Comida boa

“Eu moro sozinho, a minha irmã tem uma casa, e eu tenho, a minha mãe deu três cômodos no fundo pra mim morar. Lá eu só faço o meu café, e pago a pensão pra minha irmã, aí eu como, todo dia ela dá pensão pra mim, almoço e janta, mas eu gosto da comida
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O meu sonho 30ago

O meu sonho

“Sou da Paraíba, João Pessoa. Tenho 48 anos. É o seguinte, eu separei da minha esposa no começo do ano, agora eu passei por albergue também aqui na Barra Funda, já fui morador de rua 4 meses, agora ‘tô’ numa ocupação, graças a Deus ‘tá’ melhor que na rua. A diferença é pouca, pelo menos
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Sozinho na praça 30ago

Sozinho na praça

“Gosto de vir aqui na praça e ficar pensando na vida.’Tá’ difícil as coisas, sozinho na casa, sem dinheiro. Eu entro na casa e a casa não fala comigo, não tenho com quem conversar, saio na rua e só consigo encontrar algum colega pra conversar um pouquinho. ‘Tava’ pensando aqui porquê eu moro sozinho. Eu
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Meu grande sonho 29ago

Meu grande sonho

“Valdecir Bastos, nasci em Ribeirão Preto, nasci dia 23 de maio de 1954. Hoje meu grande objetivo é ter um pedacinho de terra pra plantar, colher, ter o sustento e o pão de cada dia. Nós merece, cada um de nós.”

Costura da alegria 29ago

Costura da alegria

“Participar de uma casa de caridade como essa faz muito bem, sabe. É bom para distrair minha cabeça, minha depressão e foi aonde eu me encontrei: na costura. Aqui a gente passa a parte da manhã do sábado, bem gostoso, a gente ri, diverte, desabafa, faz novos amigos. A gente faz bem e recebe o
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Povo da Roça 18ago

Povo da Roça

“O pessoal da cidade precisa aprender a respeitar mais o povo da roça, sabe. O povo da roça é mais sofrido: é sol quente, chuva, poeira e vários outros obstáculos que não podem fazer com que a gente não trabalhe. Não tem greve aqui, não tem muita escolha. Temos que trabalhar e ponto final.”

Trabalho normal 16ago

Trabalho normal

“Muita gente assusta, mas esse pra mim é um trabalho normal. Hoje é muito mais seguro do que no passado. Claro, fisicamente é desgastante, mas assim como muitos outros trabalhos. As pessoas acham que é um trabalho escravo, que estamos aqui por desespero. Mas não é nem um nem outro. É um trabalho digno, e
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Jongo e Casa 15ago

Jongo e Casa

“Eu cheguei aqui através de um amigo meu, que também faz parte aqui da casa de cultura. Primeiro eu fui pro Urucungos, que é outra cultura popular, aí ele me perguntou se eu gostaria de conhecer o jongo, a Fazenda Roseira. Foi quando ele me trouxe aqui pra visitar e no primeiro dia que eu
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Minha cidade 13ago

Minha cidade

“Sou nascido dia doze de fevereiro de mil novecentos e cinquenta e um. Isso foi a 66 anos ! Nasci e cresci aqui na minha amanda Araçatuba. Minha terra é essa. Nasci aqui, me criei aqui e já viajei com muita boiada aqui. Tenho um orgulho enorme aqui da minha terra. Acho que o motivo
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Bóia Fria 04ago

Bóia Fria

“Sou Maria de Lourdes Alves Pereira, 50 anos. Já fiz muita coisa na vida, meu filho. Comecei trabalhando como bóia fria, carpia soja, carpia trigo, carpia café. Era muito difícil, muito mesmo. Só quem já foi sabe o quanto é difícil, mas você faz isso pelos filhos, né? O pior é que apesar de difícil
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Minha Paraisópolis 28jul

Minha Paraisópolis

“Sou Neuza Maria Vicente, 64 anos, moradora de Paraisópolis há mais de 30 anos. Nasci em Presidente Prudente, vim pra Paraisópolis há quase 40 anos. Vim porque meu irmão morava aqui, eu pagava aluguel e na época ‘tava’ caro, então tinha um espaço aqui e ele cedeu. Fiz um barraquinho e ‘tô’ até hoje. Quando
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