Coisa de criança

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Coisa de criança

“Meus pais se divorciaram quando eu era adolescente. Foi um baque já que nessa idade eu via o meu pai como um Deus e quando ele se separou da minha mãe, vi minha mãe chorar bastante. Era muito confuso ver quem era meu Deus ser o motivo do choro de alguém que eu amava.

Foi nesse momento que me envolvi com as drogas. Parece até piada, mas foi meio que no acidente. Tinha um vidro de tíner ali do meu pai, aí eu derrubei no chão quando estava brincando. Caiu no chão!!! Aí eu fui limpar porque eu sabia que minha mãe e meu pai iam ficar bravos se vissem que eu derrubei alguma coisa. Iam a ficar bravos comigo e então eu limpei e, enquanto eu ‘tava’ limpando, eu fui absorvendo aquele cheiro de tíner, e eu senti aquela sensação diferente. Ai nessa sensação que eu fui sentindo, eu vi que aquilo me causava uma coisa diferente na cabeça e parece que me adaptou.

Na hora eu gostei! Vamos falar a verdade, não é ruim, ruim é a consequência, a consequência que ‘pô’, você deixa muita coisa de lado que depois que você tá numa idade mais avançada você começa a ver que aquilo ali não tem nada a ver com o que você fez quando era criança, porque quando você é criança você é ingênuo, você num vai saber.”

Tags: Adulto, Alcoólatra, Campinas, Em pé, Escola, Homem, Individual, Meio Corpo, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro, trabalhador

Informações

Cidade
Campinas – SP
Data
Março 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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