Crack e Crochê

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Crack e Crochê

“Comecei nas drogas por causa de amigos. ‘Tava’ bêbado né, aí não tinha a cocaína que eu queria na bocada e aí eles, que já usavam ‘pedra’, já, me incentivaram. A culpa não é deles, é minha mesmo! Eu ‘tava’ bêbado já, “vai fuma aí, fuma aí” e por impulso eu acabei fumando, acabei fumando por impulso e quando dei por mim tinha uma dependência que não consigo me livrar sozinho. Comecei usar, comecei usar, comecei usar e aí tudo que eu tinha de material fui perdendo e fui lá pro fundo do poço de verdade. Chegou uma hora que cansei. Cansei de ser escravo do meu inimigo né, ‘nóis’ que tem conhecimento da palavra, que já vem lutando contra a carne, tem que enfrentar de frente o inimigo.

Agora, o crochê é uma coisa que me distrai muito, porquê eu fumava cigarro, muito cigarro quando parei de usar crack. Na cadeia é difícil, moço. Todo mundo se droga, briga e fica um ‘climão’ pesado. Lá conheci, além da palavra do Senhor, o crochê. Ele me distrai e substitui o cigarro e as drogas, passou a ser meu novo vício.”

Tags: Alcoólatra, Campinas, Homem, Individual, Meio Corpo, PROAC, São Paulo, Sentado, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Campinas – SP
Data
Março 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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