Cultura do Japão

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Cultura do Japão

“Mudei aqui pra cidade meio sem rumo, sabe. Quando me casei meu marido se formou médico e viemos pra cá em uma viagem de volta de Santa Catarina pra São Paulo. Quando paramos aqui ele conheceu os diretores do hospital filantrópico aqui da cidade e ficou sabendo que estavam precisando de um médico. Foi uma ótima decisão porque ele acabou gostando, se fixando e acabou depois trazendo três colegas médicos aqui pra cidade. Passaram-se os anos e todos os quatros ficaram por aqui. Então tenho um gratidão enorme por essa cidade e sua comunidade, gratidão que só aumentou depois que tive e criei aqui nosso 5 filhos.

Eu fiz uma carreira de professora de ensino fundamental e médio. Me aposentei fazem três anos e comecei uma nova fase, focando nas coisas que eu gosto. As aulas de língua japonesa, de inglês, dança e coral. Mas a cultura japonesa tem sido algo central nessa fase porque é um interesse muito antigo. Meus pais, já falecidos, eram japoneses e então desde criança nós já tínhamos o hábito de estudar a língua japonesa. Mas sabe como é né, durante a vida fica difícil ter tempo pra se dedicar a algo que é só um prazer. Mesmo assim consegui nos últimos 15 anos do meu trabalho estar na coordenação do centro de línguas das escolas estaduais, ali já se ensinava japonês, espanhol, inglês e italiano. O vínculo maior foi dai pra frente, quando tive contato direto com a língua japonesa.

Mas devo ser sincera, já são tantos anos que eu deveria estar fazendo a pós-graduação! Mas acabo não estudando como deveríamos. A gente vem aqui e tem contato com a língua nas aulas, mas acaba estudando só naquele momento. AI sai da aula, fecha o livro e pronto: acabo não estudando no meu dia a dia. Só mesmo quando venho aqui no Bunkyo e encontro muita gente que fala japonês então sou quase que obrigada a falar.”

Tags: Aposentado, Estudantes, Idoso, Individual, Japão, Mulher, PROAC, Registro, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Registro - SP
Data
Fevereiro 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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