Desafio tradicional

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Desafio tradicional

“Em guarani meu nome é Kerexu Potemini. Sou mãe, eu sou uma dona de casa mesmo, então minha vida é normal mesmo como qualquer outra dona de casa. Muito além dos estereótipos que as pessoas tem sobre os indígenas. Além disso eu sou uma das coordenadoras do grupo de coral, de canto, de dança, então eu sou uma das que organiza o grupo aqui.

Sou motivada pela luta de fazer meu povo não perder a própria cultura. Não perder a fala, o canto. Por isso que é importante pra nós ter esse grupo de coral. Nessa luta, o maior desafio são os adolescentes. Nós, e eles, temos acesso a tudo: internet, televisão, celular e tudo mais. Essas coisas fascinam os adolescente. Ficam fascinados por essas novidades e as vezes, por um tempo, podem deixar um pouco de lado nossas coisas mais tradicionais. Quando chega nessa idade de adolescente rola um deslumbramento em relação as coisas do mundo branco, de internet, de computador, que afastam um pouco a pessoa da cultura tradicional. Mas a gente ‘tá’ sempre conduzindo eles pra que eles não caiam nisso, pra que não viciem totalmente nessa coisa de tecnologia. Acho que apesar de difícil é possível viver uma vida entre esses dois mundos.”

Tags: Adulto, Dona de casa, Em pé, Índio, Individual, Meio Corpo, Mulher, PROAC, Professor, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro, Tribo, Ubatuba

Informações

Cidade
Ubatuba – SP
Data
Março 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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