Desenho e grafite

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Desenho e grafite

“Sérgio de Campos Oliveira, 31 anos, desenhista, artista visual, artista do grafite também… minha ligação com a arte ‘tá’ desde pequeno, desde os 10 anos já venho desenhando, autodidata. Me descobri no desenho aos 15 anos, já tinha em mente o que eu queria fazer, conversando com a minha mãe eu perguntei se a profissão desenhista dava dinheiro e ela relatou que sim, ela relatou que sim, que era uma profissão. Eu comecei a encarar como uma brincadeira levada a sério e comecei a retratar as plantas que ela tinha em casa, plantas e flores, aí com 16 anos eu comecei o universo do grafite em São Paulo. Foi através do grafite que começaram a abrir várias portas de pinturas comerciais, de eventos, de festas, e aí foi quando eu comecei a estudar História da Arte por conta própria, comecei a entrar na biblioteca e estudar essas coisas. Aí um amigo meu chegou pra mim e perguntou o por quê eu não estudava numa universidade pública, aqui na USP tem a ECA e a gente foi tentar, ficamos na lista de espera, posteriormente eu fiz 1 ano de cursinho e consegui entrar na UNESP e migrei pra Bauru.

Mudei totalmente, radical, comecei a trabalhar com personagens, já vinha gostando muito do universo de HQ e comecei a fazer história em quadrinho no grafite. O grafite foi o grande ‘boom’, a transformação da minha vida social, sempre fazia mas não pensando em vender, fazer por gostar mesmo, vivenciando a rua, tendo contato direto com a arte e as pessoas, então peguei essa ferramenta e comecei a utilizar como oficinas de arte e educação… vou aprimorando as técnicas, aprendendo novas técnicas e trazendo pro grafite, essa transformação vai muito mais além: tenho um sonho de montar um ateliê meu onde eu possa atender moleques da periferia, jovens, crianças e potencializar eles de arte, de que maneira eles podem viver de arte ou acreditar que podem se expressar através do desenho, da pintura, do manuseio, pegar essas ferramentas e desenvolver com o ser humano… ser colorido no dia-a-dia, ser criativo e brincar… não deixar essa brincadeira morrer, então eu acho que o grafite dentro do meu contexto foi essa mudança social e radical porquê eu tinha tudo pra cair no mundo do crime, meu bairro era violento, amigos ligados a criminalidade e busquei observar esse outro universo, né, e ‘tô’ aqui hoje como instrutor artístico muito feliz e realizado e desenvolvendo meu trampo.”

Tags: Adulto, Artista, Bauru, Em pé, grafite, Homem, Meio Corpo, Praça, PROAC, Rio, São Paulo (Cidade), Sudeste, trabalhador

Informações

Cidade
Bauru – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Jardiel Carvalho
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