Dialogos comestíveis

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Dialogos comestíveis

‘Vivo no encalço de motivos pra dialogar tem um tanto de tempo. Desde 19 de janeiro. Vá lá conferir. Janis (a Joplin) vingou neste dia também. Eu? Nasci dois meses antes da hora, 37 anos atrás. Então era pra ser vibe fevereiro/ março. Ganhei família em abril. Ah! Acolhida, adotada, amada lá pelas tantas de 1979. Aniversário? Comemoro esse dia: 16. De abril. E levo no nome um Araium que veio da Letônia – significa “terra pronta para o cultivo”. Sugestivo, não? Campinas/SP, pois bem. Sempre cá estive, apesar das andanças constantes. E? É verdade: sou cosmopolita, cidadã do mundo. No currículo, basquete, bioquímica, biologia, jornalismo, pós, MBAs, redações. Comunicação e marketing (o novo, veja bem, cheio de conteúdo). A lida. Desde 2002, bote reparo, a palavra é minha matéria-prima – em shows produzidos, em textos escritos, em falas transcritas, em devaneios tantos. Na tela mental, minha pequena Érica, curiosa e perguntadeira, sempre vem. As histórias dos outros são um tanto minhas – na medida das adoções consentidas, agradeço. Escrevo, fotografo, filmo, o que preciso for. O registro é – sempre – verdadeiro. Reverberado em poesia, pode crer, pelo estilo que imprimo ao “dizer”. E tento, vez em sempre, dar voz a quem sustém inúmeras outras partilhas. Na minha nau, a gastronomia serve de bússola desde 2010. E comer, cá entre nós, diz muito. Dos hábitos, da geografia recortada, dos hábitos familiares, da sustentabilidade (tão difícil de alcançar no cerne), da afetividade dos nós. E foi lá, em 2010, num voo a trabalho a Recife, num céu azul de Azul, que Diálogos Comestíveis me veio, que nem clarão. Da trajetória reles de repórter que sempre serei – de jornalista investido em Aletheia (sim, o momento é bem esse) – ouso ceifar o melhor do ou(t)ro em cada entrevista. As histórias colecionadas até aqui me foram emprestadas. O caminho de Diálogos Comestíveis, projeto que assino e endosso (vá lá nas redes sociais e na WWW, lá estou), hoje tem blog e tem isso: de fomentar a economia local (Campinas e Kms vizinhos) ao revelar, multimídia, o caminho que cada produtor percorreu até chegar à cozinha (e vice-versa). Não sou uma brasileira. Sou um retrato brasileiro, mutante a cada avesso, feito de muitos fios de meada. Pode sempre chegar: e.araium@gmail.com.’

Tags: Campinas, Corpo Inteiro, Cozinha, Erica Dezonne, Individual, Mulher, Rua, São Paulo, Sentado, Sudeste

Informações

Cidade
Campinas -SP
Data
Fevereiro 2016
Fotógrafo
Erica D. Dezonne
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