Dois mundos

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‘A vida na Inglaterra sempre foi de novos começos e adaptações. Tive de me adaptar a uma nova língua, à vida de casada, ao novo emprego, a família que acabara de ganhar e aos novos amigos que fiz. Renasci. A Cintia que deixou o Brasil definitivamente não é a mesma Cintia desta foto. Perdi antigos conceitos, abracei novas visões de vida e descobri uma liberdade nunca vivida antes. Sair do Brasil foi difícil, mas libertador por várias razões.

Todavia, minha terra está sempre comigo. Fortaleza tão iluminada, com sua deliciosa água de coco, seres especiais e mar quentinho. Eu sinto tanto a sua falta. Os abraços conhecidos, as gírias que são só nossas, a rede armada no canto do quarto. Quando engravidei corri para teus braços e minha Sofia nasceu ensolarada: essa menina que não se parecia comigo, que evitava falar minha língua materna e que, depois de retornar à Inglaterra, visitava a cidade natal só de vez em quando.

Mas não desisti, né? Ao relembrar e revisitar minha própria infância, tentei injetar um pouco de Brasil na tua vida, sempre que possível. Música brasileira para dançar, livros em português para viajar e amigos brasileiros para visitar. Até escrevi um livro (‘Sofia vai ao Brasil’) sobre nossa família multicultural, com a dedicatória: “Para Sofia: Espero que nunca esqueça o Brasil”. A mais pura verdade.

Fico tão feliz em te ver orgulhosa por fazer parte desses dois mundos, de como você gosta de arroz e feijão e o quanto você ama o mar, como eu. A nossa vida na Inglaterra é excelente e você é tão feliz aqui. Mas vamos voltar quantas vezes for possível, pelo tempo que der, porque como você sabe, meu amor, não há tal coisa como um dia ruim na praia.

A vida na Inglaterra sempre foi de novos começos e adaptações. Tive de me adaptar a uma nova língua, à vida de casada, ao novo emprego, a família que acabara de ganhar e aos novos amigos que fiz. Renasci. A Cintia que deixou o Brasil definitivamente não é a mesma Cintia desta foto. Perdi antigos conceitos, abracei novas visões de vida e descobri uma liberdade nunca vivida antes. Sair do Brasil foi difícil, mas libertador por várias razões.

Todavia, minha terra está sempre comigo. Fortaleza tão iluminada, com sua deliciosa água de coco, seres especiais e mar quentinho. Eu sinto tanto a sua falta. Os abraços conhecidos, as gírias que são só nossas, a rede armada no canto do quarto. Quando engravidei corri para teus braços e minha Sofia nasceu ensolarada: essa menina que não se parecia comigo, que evitava falar minha língua materna e que, depois de retornar à Inglaterra, visitava a cidade natal só de vez em quando.’

 

Mas não desisti, né? Ao relembrar e revisitar minha própria infância, tentei injetar um pouco de Brasil na tua vida, sempre que possível. Música brasileira para dançar, livros em português para viajar e amigos brasileiros para visitar. Até escrevi um livro (‘Sofia vai ao Brasil’) sobre nossa família multicultural, com a dedicatória: “Para Sofia: Espero que nunca esqueça o Brasil”. A mais pura verdade.

 

Fico tão feliz em te ver orgulhosa por fazer parte desses dois mundos, de como você gosta de arroz e feijão e o quanto você ama o mar, como eu. A nossa vida na Inglaterra é excelente e você é tão feliz aqui. Mas vamos voltar quantas vezes for possível, pelo tempo que der, porque como você sabe, meu amor, não há tal coisa como um dia ruim na praia.

Tags: Adulto, Cintia, Criança, Em pé, Erica Dezonne, Europa, Familia, Filho, Individual, Inglaterra, Londres, Mãe, Meio Corpo, Mulher

Informações

Cidade
Londres – GB
Data
Fevereiro 2017
Fotógrafo
Erica D. Dezonne
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