Educação Ambiental

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“Eu cheguei aqui no Dito Ribeiro bem no começo, em 2008. Eu estava em um coletivo na Unicamp, que se chama COEDUCA, Coletivo de Educação Ambiental, a gente chegou aqui na fazenda porque a casa estava sendo depredada e a gente veio aqui dar um apoio também por conta das questões ambientais. Então posso dizer que diferentemente da maioria, eu cheguei por questões ambientais. Além, é claro, da amizade com a Alessandra e também algumas outras pessoas do coletivo. Eu permaneci aqui até hoje.

Foi um processo muito legal, sabe. A gente chega devagar, com humildade, e tentando trazer a questão ambiental pra esse coletivo que estava nascendo. A gente estava defendendo a questão do espaço, não só do meio ambiente, que veio posteriormente. Eu tinha que respeitar isso.

Nós do coletivo de educação ambiental viemos para cá não só pela questão do meio ambiente claro, nós estávamos também preocupados com a questão do território, de ser mal utilizado, a questão da especulação imobiliária, essa questão da depredação. Eu também não conhecia antes essa fazenda, porque aqui, as histórias que a gente escuta, geralmente da Alessandra, nossa liderança, nossa mãe aqui, é que eles sempre observaram essa fazenda, como um lugar que eles gostariam de ver e não podiam. Na época em que eles viram morar pra cá eles ficam observando essa fazenda e tinha seguranças na porta, muros e hoje ela não é assim mais. Aí a gente chegou aqui, fomos discutindo essas questões de políticas públicas, sobre o meio ambiente, território, a comunidade Jongo Dito Ribeiro começou no quintal da dona Maria mas logo passou pra cá.

Não imaginei que fosse ficar 10 anos !! Isso nunca passou pela minha cabeça. A gente começou fazendo reuniões pra ficar nesse espaço, realizando ações aqui para que esse espaço pudesse criar vida, porque a nossa intenção era fazer com que a comunidade do entorno participasse das atividades aqui, porque a gente estava vulnerável nesse espaço, porque qualquer pessoa pode tomar, pode tirar, e a gente sempre quis também trazer o jongo pra cá. A comunidade Dito Ribeiro veio pra cá, e permaneceu aqui e agora a gente pode desenvolver várias coisas.

Valeu a pena. Muito trabalho. A gente não tem reconhecimento assim, em termos pessoais, só aqui mesmo entre a comunidade, só agora está crescendo porque a nossa comunidade está criando corpo, uma história, a gente está começando a ocupar melhor o nosso território, com a ajuda da professora da PUC também, saber onde nós estamos, pra onde nós levamos o que aprendemos aqui.”

Tags: Adulto, Artistas, Campinas, Em pé, Fazenda, Individual, Jongo, Meio Corpo, Mulher, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Campinas - SP
Data
Junho 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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