Experiências da vida

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Experiências da vida

“Vivi uma experiência curiosa com fotografia esses tempos atrás. Eu ‘tava’ andando na 13 de Maio em Campinas e daí chegou em mim um fotógrafo e perguntou se podia fazer uma sessão de fotos, para um trabalho que, basicamente, era um projeto que buscava pessoas que não entravam tanto no ‘padrão tradicional da personalidade campineira’. Acabei perguntando pra ele se eu era estranho, ele acabou não conseguindo desmentir e assumiu que o objetivo do projeto era tirar fotos de pessoas estranhas em Campinas. Devo dizer que de certa forma eu me sinto um pouco fora do padrão, pelo simples fato de não buscar um padrão. Eu não tenho essa preocupação de ser alguma coisa, eu busco mais um caminho que vai aparecer na frente sem ter uma meta muito distante.

Tenho contato diário com pessoas que vivem fora desse chamado ‘padrão’. No meu trabalho, no universo circense, você tem que se destacar de alguma forma porque, sobretudo na rua, é uma relação maluca. É essa busca do diferente que traz a visão pro movimento de rua e o que faz ele continuar em forma.

A gente vive num Estado bastante conservador, se você ‘tá’ na rua primordialmente você é um vagabundo. O que é diferente vira uma coisa marginal, existe um preconceito muito grande e também por causa disso você acaba se enquadrando em perfis de pessoas que também não são tão formais.”

Tags: Artista, Bauru, Corpo Inteiro, PROAC, São Paulo, Sentado, Tomás Cajueiro, Universidade

Informações

Cidade
Bauru – SP
Data
Maio 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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