Familia da Roseira

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Familia da Roseira

“Sou Dandewara Pereira 42 anos, nasci em Campinas e estou no jongo há aproximadamente 4 anos. Eu acompanhava as atividades que eles faziam em outros lugares, como no Largo São Benedito e em outras atividades que eles participavam, praticamente onde tinha apresentação do jongo eu acompanhava. Ia como visitante, aí, há quatro anos que eu efetivamente faço parte da família do Jongo Dito Ribeiro.

Participar dessa comunidade é pra mim um reencontro. É um reencontro. Eu falo assim que pra mim, quando eu via o jongo, sempre eu que vinha nas apresentações e me convidavam a entrar na roda, eu falava, um dia eu vou vir. Eu ficava nesse “um dia”, ensaiando. Aí tinham algumas reuniões, palestras que aconteciam aqui, então eu vinha. Eu via a roda de jongo, aquilo me chamava, mas eu tinha um pouco de medo, de receio, porque eu não sabia jongar, aí eu falava, um dia eu vou vir ainda, quando não tiver muita gente, porque tem oficina aberta, que é o “Pisa na Tradição”, onde a gente faz oficina aberta. Aí um dia eu vi a Alessandra, todo o pessoal me chamando, vamos, vamos, aí teve um evento na Estação Cultura, e D. Maria Alice, que é a mais velha, mãe da Alessandra Ribeiro, filha de Dito Ribeiro, eu cheguei na estação cultura e ela falou: Eu trouxe a roupa pra você.

Eu não esperava e eu não soube falar não pra ela. Ela falou, eu trouxe a roupa pra ocê, que é o nosso figurino oficial, que é a bata e a saia florida. E aí, a partir desse momento eu entrei na roda de Jongo.

Foi um reencontro, porque viver aqui, na comunidade, trouxe algumas coisas que eu já carregava de infância e que eu acabei, com a vivência do dia a dia, esquecendo. É uma comunidade de mulheres, é uma olhando pra outra, a gente tem um carinho, um cuidado especial com o mais velho, com o mais novo, enfim, com todo mundo. É você olhar e sentir que aquele seu parceiro não está legal, que querer dividir, por exemplo, você conseguiu alguma coisa e chegar e dizer “família, olha, eu consegui isso”.

Então é isso, é a palavra família mesmo, foi um reencontro de família. E a família que a gente escolhe, então isso pra mim ela é essencial. É a família que a gente escolhe, são as pessoas que a gente quer estar, que sente a necessidade de estar com essas pessoas, é um carinho muito grande por cada um que está aqui, é estar junto na conquista de cada um, porque todos aqui tem o seu trabalho individual. A Roseira, a comunidade, a gente se encontra mais no final de semana, mas cada um tem o seu trabalho, tem a sua vida. Tem uma vida lá fora, mas essa vida lá fora spo tem sentido porque a gente tem uma vida aqui dentro.”

Tags: Artistas, Campinas, Dança, Em pé, Fazenda, Individual, Jongo, Meio Corpo, Mulher, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Campinas – SP
Data
Junho 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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