Família unida

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Família unida

“Maria Carolina Mouro César dos Reis, 37 anos. Eu comecei a trabalhar aqui depois que eu me formei, eu estudei em São Paulo, fiquei lá até 2003. Fui pra lá estudar Administração, fui não com a intenção de voltar, eu fui fazer administração e viver. Aí eu comecei a me identificar mais com esse negócio da família porquê quando eu vinha de férias eu trabalhava na parte do escritório aqui, aí resolvi mais no final do curso voltar pra cá.

Quando eu fui fazer colegial eu morava em Ribeirão, então eu vinha pouco pra fazenda em si, então perdi um pouco o contato. Aí fui fazer faculdade também, fiz 1 ano de cursinho, depois fiz faculdade, aí isso já deram quase 10 anos fora. Esse que era meu mundo começou a parcer algo tão distante, sabe ? No fim eu comecei a entrosar mais, minha família é toda daqui, em São Paulo essa parte de contato é muito diferente do que de uma cidade pequena, e a cidade que a gente mora. Nós moramos em Pontal, ela é muito boa de amigos, sabe? Desde os amigos de infância até os que a gente vai adquirindo, a cidade é muito boa pra isso, muito unida. Além dos amigos, minha família toda é daqui. Meus pais, quando casaram, moraram alguns anos fora mas voltaram pra Pontal em 86 e ai foi quando a gente mudou pra cá mesmo.

Eu saí da faculdade, comecei a trabalhar aqui, a gente tinha acabado de implantar a ordenha e animal é uma coisa que te cativa muito, sabe? Ainda mais a atividade leiteira, que elas são mais mansas, você precisa de jeito. Foi uma época que eu aprendi realmente a trabalhar na agropecuária e conforme o tempo foi passando eu fui me especializando mais na parte administrativa, fui focando meus estudo sem ser uma boa administradora de fazendas. Fiz alguns MBA’s nessa parte de agropecuária, foi quando foi despertando essa parte de conceitos, de como você transforma tudo que você vê em campo em números e como você analisa os números pra ver se a atividade ‘tá’ boa, se tem algum problema, o que ‘tá’ acontecendo.. Eu gosto muito dessa parte, sabe? eu gosto dos números.

Isso tudo foi bom, porque meus irmãos acabaram indo pra áreas diferentes da pecuária, então nossos conhecimentos se complementam. Se eu preciso de alguma coisa eu pego os números de manutenção, aí eu vejo que tem algum problema nas frotas, às vezes eles já sabem do problema ali pelo dia-a-dia. Aí a gente conversa e resolve o que temos que fazer e como vamos proceder com essas coisas. Agora no ano passado a gente resolveu parar com a atividade leiteira, encerramos as atividades, acabei desligando a ordenha esse ano e agora é na cana, como eu faço controle de produção, eu faço a parte de folha de pagamento, né, essa parte de treinamento, então ‘tô’ focando muito em treinamento desde o ano passado pra ver o que a gente consegue de retorno em cima de conhecimento mesmo, porquê eles têm a prática mas toda vez que a gente consegue complementar um pouco isso dá um outro resultado, então tem sido gratificante.”

Tags: Adulto, Agricultor, Candia, Em pé, Individual, Mulher, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Candia – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Tomás Carvalho
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