Jongo de Campinas

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Jongo de Campinas

“Sou Bianca Lúcia Martins Lopes, 19 anos. Faço parte da Comunidade Dito Ribeiro, sou bisneta, neta da D. Maria, mãe da Alessandra, liderança da comunidade que está lá na África. Ser parte integrante desse comunidade é maravilhoso, eu estou aqui desde os meus cinco anos de idade, desde quando a gente acordou o jongo na cidade de Campinas.

O jongo é uma manifestação afro-brasileira, que veio do tempo dos escravizados, que através dos seus cantos, das suas danças, dos seus toques aproveitavam pra se comunicar nos raros momentos que eles tinham de festividades. Através dos pontos, que são metafóricos, planejavam fugas, aproveitavam pra paquerar, falavam mal do capaz e era justamente nesses momentos que rolavam a interação entre eles.

É importante manter viva esse cultura, principalmente para a cidade de Campinas, enquanto uma cidade preconceituosa, uma cidade racista. Por isso é importante ter comunidades de tradição para que realmente possa reacender essa causa negra, esse movimento afro na cidade de Campinas, tanto dentro, como fora do nosso estado. O jongo predomina no sudeste e em cada uma das regiões tem como seu objetivo principal além de continuar essa tradição que nossos antepassados deixaram, mostrar para a nossa sociedade que a nossa cultura por mais que ande junto com as religiões de matriz africana, não são religiões de matriz africana. Principalmente na nossa comunidade, onde qualquer pessoa pode participar, porque aqui a gente tem brancos, negros, japoneses, evangélicos, católicos, umbandistas, candomblecistas. A comunidade Dito Ribeiro a gente reúne todas as raças e religiões.”

Tags: Artistas, Campinas, Dança, Individual, Mulher, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Campinas – SP
Data
Junho 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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