Loucura da Ocupação

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Loucura da Ocupação

“Cheguei aqui na Vila Soma 15 dias depois da invasão. Não tem como não dizer que foi uma loucura foi loucura! Deixei tudo pra trás e vim, não tinha nenhum barraco aqui, o pessoal só tinha casa de lona. Mesmo assim larguei tudo pra trás e vim. Cheguei aqui através de notícia que vi no jornal. Eu moro em Sumaré tem 12 anos, então eu ouvi um comentário que tava rolando invasão desse terreno, ai um colega meu me chamou e chegamos aqui no domingo mesmo. O pessoal que ‘tava’ coordenando falou pra nós que a gente tinha 3 dias pra deixar tudo pronto, então no domingo mesmo eu comecei a fazer, eu e minha mulher e meu primo colocamos o barraco pra funcionar. Como eu trabalhava em Paulínia, eu vinha e voltava todo dia, e o molequinho meu era muito pequeno, então foi difícil. Cara… todo dia eu acordava 4h da manhã, chegava aqui 10 horas da noite… então tinha que tocar, porquê se não perdia mesmo o barraco.

Hoje pela nossa luta, a gente ‘tá’ no céu. Pelo que a gente já passou, não foi fácil, polícia, chuva, vizinhos cusão. Era um sofrimento. Mas agora estamos estáveis, sempre dentro que é possível ter de estabilidade dentro de uma ocupação. Acho que nos 5 anos de ocupação a maior conquista minha foi a última reintegração de posse, foi quando senti que realmente somos forte. Que unidos ninguém nos tira daqui.”

Tags: Adulto, Casa, Em pé, Homem, Individual, Mecânico, Meio Corpo, PROAC, São Paulo, Sudeste, Sumaré, Tomás Cajueiro, trabalhador

Informações

Cidade
Sumaré – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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