Luta da terra

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Luta da terra

“Meu nome é Cleonice Marques, 47 anos. Entrei na busca pela terra foi porquê a gente já trabalhava com hortaliças na cidade grande, em terra de terceiros. Mas o aluguel era muito caro, sempre aumentando e ficando com todo lucro que tínhamos. Sempre sofrido, aí surgiu um amigo do meu marido e comunicou que aqui em Bauru ‘tava’ tendo movimento de assentamento e ia ganhar terra. A gente já tinha tomado tanta pancada em Americana com os donos da terra e o cara falou a seguinte frase “em 5 anos aqui em Americana você vai conseguir ter 5 alqueires de terra? Então vale a pena tentar” e assim foi. Viemos pelo sonho da terra. Foi muito difícil, a gente nunca teve renda fixa e ele veio pra cá sozinho, foi muito difícil. Todo mundo passou por dificuldades. Mas com trabalho a gente seguiu firme, tivemos muita luta interna mas vencemos, quando a gente adquiriu esse pedaço de terra aqui aí a gente começou a produzir e vender verdura na cidade, foi quando a gente saiu da miséria. Logo veio o apoio do governo, né, que ‘tava’ fazendo investimento e a gente vendia as verduras e conseguia ter os alimentos, assim a gente fez. Já faz 10 anos que a gente trabalha na cidade, então a gente adquire o dinheiro mais fácil, mas a luta é diária. Eu não aguento trabalhar tanto mais, o tempo passou mas as dificuldades ainda continuam, se a gente não trabalhar mesmo nem alimento a gente consegue.”

Tags: Adulto, Agricultor, Bauru, Corpo Inteiro, Individual, Jardiel Carvalho, MST, Mulher, PROAC, São Paulo, Sentado, Sudeste, trabalhador

Informações

Cidade
Bauru - SP
Data
Maio 2017
Fotógrafo
Jardiel Carvalho
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