Luta pela educação

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Luta pela educação

“Sergio Alberto Soares, tenho 40 anos. Então, a minha história de vida é o seguinte, comecei com 7 anos nas artes marciais, no karatê, e passei por várias outras. Minha vida toda foi em prol das artes marciais e vivo até hoje com 40. Me formei, peguei faixa preta em karatê, em kickboxing, fui conhecendo de tudo um pouco, me formei também no Muay Thai, e hoje vivo do Jiu-Jitsu, que para mim é a melhor arte marcial que existe no mundo, não tem igual.
Sempre gostei muito de competir, comecei cedo nas competições de karatê, fui me testando. Acho que veio do meu pai, ele me deixou acordado de noite num domingo maior, vendo um filme de luta, até por coincidência eu tenho um sobrinho meu que tem 6 anos e já ‘tá’ no karatê também, provavelmente vai ter um futuro parecido com o meu.

Quando me aprofundei no Jiu-jitsu comecei a treinar com o mestre Ryan, comecei na Gracie Morumbi. Ele foi montar academia dele nos Estados Unidos e eu ia com ele, acabei ficando e abri uma aqui no Capão. Eu já dava aula, comecei dar aula na faixa roxa, aí apareceu a oportunidade de abrir aqui, com autorização do próprio mestre Ryan, hoje estamos já 12 anos de Ryan Gracie Capão.

Acho ótimo ser aqui no Capão, sabe. Com essa imagem da mídia, a situação do bairro, acho que consegui trabalhar da realização de sonho da molecada. Esse é um fator bem interessante, tem muita gente hoje que vive do Jiu-Jitsu por causa de mim. Tem um ex aluno meu que mora na China, uma menina que foi vice-campeã em Abu Dhabi, agora trabalha no Rio de Janeiro, procurar melhores oportunidades. Acho isso legal, me orgulho muito do trabalho que eu fiz, de chegar onde chegamos.

Eu mostrei pra vários alunos que existe um mundo diferente, existe uma luz no fim do túnel, caras que nunca saíram aqui do bairro de repente estavam em outros países, em outros lugares, rodando o mundo. O meu sonho é educar, sabe? Se cada um fizer um pouquinho nessa questão da educação, dá certo. Existe um mundo diferente do que eles têm como espelho, que é o traficante, o cara que sobe de hornet pra cima e pra baixo. Muitas vezes eles não sabem como aqueles caras chegaram, e acaba que o espelho deles é esse. O Jiu-Jitsu proporciona isso, proporciona uma vida nova, na questão da disciplina, do cara saber que existe regras no mundo, pro ladrão é isso, cara, não querem ter uma disciplina de vida. Quando a gente trás pra cá e mostra desde pequeno que é uma coisa diferente, eles param de pensar nessa questão da ostentação, entende?”

Tags: Atleta, Corpo Inteiro, Jiu-Jitsu, PROAC, Rogerio Padula, São Paulo, São Paulo (Cidade), Sentado, Sudeste

Informações

Cidade
São Paulo – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Rogério Padula
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