Minha vida na pesca

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Minha vida na pesca

“Meu nome inteiro é Igor de Souza, minha idade é 37 anos. Trabalho na pesca desde muito menino, sempre foi minha grande paixão. Sempre gostei muito ! Hoje em dia não vou dizer pra você que não gosto, porquê ainda faço um pouco, mas faço menos, muito menos do que antes. Antes eu era solteiro, hoje em dia sou é casado, tenho filho, então tudo que você viveu não vai querer viver de novo por causa da experiência sua, entendeu? Se eu fosse um cara solteiro, sem filho, poderia até voltar… porquê a pesca tem coisas boas, lados ruins.

O lado bom da pesca é quando você entra numa embarcação, tem pessoas legais pra você trabalhar, trabalha unido. Lá fora, cara, no mar, você tem toda paz. Você não encontra isso em terra. Quando o mar ‘tá’ manso, quando o mar ‘tá’ ruim já dá um desespero e uma vontade de voltar pra família, esse é o lado ruim. Mas pela adrenalina que você curtiu, toda experiência, aí ‘cê’ fica mais tranquilo e passa a pensar “escolhi isso pra minha vida” e só quem segura a gente é Deus, no mar não adianta. Tem certas pescarias que você faz mais em terra, e tem outras que você tem que ir bem fundo, e é aí que você pode chorar e ninguém vai ver, entendeu? quem guarda você mesmo é Deus e sua experiência de saber se controlar no momento das piores coisas.”

Tags: brasil, Homem, Meio Corpo, Pescador, Praia, PROAC, São Paulo, Sentado, Sudeste, Tomás Cajueiro, trabalhador, Ubatuba

Informações

Cidade
Ubatuba – SP
Data
Março 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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