O Jongo

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O Jongo

“Sou Maria Alice Ribeiro, 73 anos e uma das lutadoras, coordenadora do Jongo Dito Ribeiro. Benedito Ribeiro era mineiro, praticava o Jongo lá. Quando ele veio pra Campinas, casou e teve o primeiro filho. Acho que ele casou em 30. Sou a última dos filhos e minha trajetória começou ali, com esses dois.

O jongo entrou desde cedo. Quando eu tinha uns cinco anos eu me lembro das rodas de jongo. Criança não participava, mas eu via. Observava e fui criando minha admiração. Mas aconteceram problemas e parou o jongo. Não exatamente o porque, mas o Jongo ficou vários anos adormecido até que minha filha, Alessandra Ribeiro se reencontrou com essa dança. Ela ficou muito mexida e tinha um ponto que não saia da cabeça dela.

Então ela foi atrás de conhecer mais e chegou no Reverendo, que era o nome do coordenador de um Jongo aqui da região, e convidou pra ele ir lá em casa fazer um jongo. E ele foi, veio ainda com uma perna enfaixada! Você acredita que ela insistiu tanto que ele veio daquele jeito mesmo numa cadeira de roda. Ai foi jongo a noite inteira no meu quintal. Na manhã seguinte meu irmão conversou com Alessandra e disse que seus avós faziam isso. Foi o que faltava ora ela se aprofundar de vez nessa cultura. Hoje tenho orgulho de dizer que eu voltei para o jongo através da Alessandra. Não só eu, como meu irmão Carlos Augusto, todos nós, os cinco filhos voltaram.”

Tags: Artistas, Campinas, Dança, Em pé, Familia, Idoso, Individual, Mãe, Meio Corpo, Mulher, PROAC, São Paulo, Sudeste, Tomás Cajueiro

Informações

Cidade
Campinas - SP
Data
Junho 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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