Quebrar tabus

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Quebrar tabus

“Me sinto um quebrador de tabus aqui no meu trabalho. Quebrando tabus, no sentido assim, no barco se ouve muito assim ‘ah mas sempre foi assim, não dá pra mudar’. Eu não penso assim. Dá pra melhorar? ‘Vamo’ melhorar. O exemplo que eu ia dar é bobo, mas esse barco aqui não tem alternador pra carregar as baterias, isso o mestre concordou e a gente arrancou os alternadores fora. O próprio gerador tem as fontes que mantêm as baterias carregadas, eu tenho um sistema aí, que só nesse período que o barco ‘tá’ sem gerador, normalmente é de dia, que usa a energia de bateria. Isso é modernização, o frigorífico desse barco é elétrico, são compressores semi-herméticos, que são mais independentes.

Já sofri resistência um pouco. Mas acredito ter muita sensibilidade de respeitar o que não vale a pena ser mudado, né? Tem que ter coerência, tem que saber o que funciona há anos e anos e, se mudar não vai melhorar, e o que dá pra fazer melhor, pra economizar combustível, pra dar menos trabalho. A ideia é o barco ir, pescar e voltar sem me xingar, ou seja, sem nada ter quebrado.”

Tags: Corpo Inteiro, Guarujá, Homem, Pescador, PROAC, São Paulo, Sentado, Sudeste, Tomás Cajueiro, trabalhador

Informações

Cidade
Guarujá – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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