Ser da capoeira

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Ser da capoeira

“Comecei na capoeira quando eu tinha uns 20 anos, 21, foi na época que eu fiz o curso de marinheiro. Conheci a capoeira aqui mesmo na comunidade, Picinguaba, através de grupo chamado Ginga Caiçara, que hoje já não existe mais. Em 2007, por ‘tá’ conhecendo São Paulo, recebi uma proposta interessante do Carrefour e acabei indo morar lá em São Paulo, e fiquei lá por 8 anos na empresa, porém morando em São Paulo 10 anos. Tive também que sair do grupo por consequência disso, e depois de me estabilizar lá eu acabei procurando um outro grupo porquê eu via necessidade de ‘tá’ treinando. Entrei pro Ginga Bahia, que é um grupo da Bahia, treinei com eles por uns 4 anos e aí por conta do trabalho e das mudanças frequentes que a empresa me empregava eu acabei me afastando um pouco dos treinos e fiquei uns 3 anos parado lá em São Paulo. Quando eu saí do Carrefour e vim embora, acabei ficando 2 anos parado aqui, então eu fiquei mais ou menos uns 4 anos parado.

Capoeira é algo que envolve treino, envolve desenvolver o canto, desenvolver instrumentalmente, é algo que estar distante pode ir tirando de você. Por isso fique feliz quando, depois de tantos anos, conheci o pessoal do grupo Senzala. O Senzala é um grupo que tem mais de 50 anos de história, formado hoje por dezenas de mestres. O Senzala foi o primeiro grupo a estabelecer o sistema de cordas, porquê antes, com o mestre Bimba era lenço, um lenço amarrado no braço com as cores que identificavam a graduação de cada aluno. Cair nesse grupo, com toda organização que ele tem, foi pra mim uma benção. Foi estar de volta aquele que sinto ser realmente o meu mundo.”

Tags: Adulto, Atletas, capoeira, Daniel Arroyo, Em pé, Homem, Meio Corpo, Pescador, Praia, PROAC, Santos, São Paulo, Sudeste

Informações

Cidade
Santos – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Daniel Arroyo
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