Tamar e pescadores

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Tamar e pescadores



Tamar e pescadores

“Aqui no Projeto Tamar fazemos um trabalho forte de educação ambiental, porquê a gente entende que a pesca e o lixo são as duas ameaças que mais atingem as tartarugas, né? Então a gente tem um trabalho forte de educação ambiental aqui dentro do centro de visitantes, pra poder trabalhar esse conceito junto da comunidade. Fora isso a gente sabe que tem uma interação muito grande da tartaruga com a pesca artesanal aqui na região, então a gente sempre busca estar junto dos pescadores, levando informação, explicando o que pode e o que não pode, a importância da tartaruga aqui no ambiente, inclusive pra que continue um ambiente saudável e continue tendo peixes pra eles pescarem. A gente tem uma aceitação legal na cidade, são mais de 13 mil registros de tartarugas vindas da pesca, uma causa boa. Aceitamos e aprendemos também com o conhecimento dos pescadores.

Olha a pesca de malha, por exemplo. Os antigos já deixavam as redes durante a noite e tiravam no outro dia cedinho. Isso  por vários motivos, né, antes era confeccionado a mão, durante o dia ele era lavrador e se tiver um mal tempo ele não vai conseguir tirar a rede pra fazer a dispersa. Enfim, vários fatores. A gente chegou e pegou esse conhecimento tradicional e vimos que se o pessoal praticasse essa pescaria igual os antigos faziam, ali de noite até de manhãzinha, vai pegar muito pouca tartaruga. Essa hora a tartaruga ‘tá’ dormindo, e é a hora que o peixe sai, fica de passagem e chega mais próximo a costa durante a noite. Entendemos juntos que não precisa parar a pesca, o que precisa é normatizar.”

Tags: Biólogo, Busto, Daniel Arroyo, Homem, Individual, PROAC, São Paulo, Sentado, Sudeste, Ubatuba

Informações

Cidade
Ubatuba – SP
Data
Março 2017
Fotógrafo
Daniel Arroyo
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