Vida nos cavalos

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Vida nos cavalos

“A paixão pelos cavalos veio do meu pai, ele sempre foi gerente de fazenda. Aí meu irmão começou trabalhar na fazenda vizinha, montou o haras e depois foi trabalhar em outro haras mais antigo. Lé ele foi contratado e depois de um tempo, quando eu tinha 13 anos, me chamaram. Nunca tinha imaginado que eu fosse mexer com cavalos, eu queria ser policial. Cheguei até fazer um curso de menor aprendiz lá em São Paulo. Só que aí naquela confusão toda em São Paulo, meu pai falou que eu não ia. Não deixou eu ir, então meu irmão me arrumou um serviço nesse haras, como tratador.

Aí eu falei ‘tá’ bom, já que eu não vou, então vou parar de estudar também.” E assim foi, parei no 1º ano e fui trabalhando até que um dia pensei em voltar a estudar. Mas ai depois que a oportunidade passou, temos que esperar ela passar denovo, né. Um dia chegou a oportunidade pra arrear os cavalos, colocar os freios, as proteções. Fui aprendendo a domar, aprendendo a arrear, fui em várias provas de ajudante. Comecei a correr, comecei ganhar, chegou uma época que o haras acabou e meu irmão falou que agora eu tinha que andar com as minhas próprias pernas, na época eu tinha 20 anos. Aí eu entrei em um haras em Guararapes, não deu muito certo, fiquei só um ano e ‘tava’ desanimado e saí.

Passei por vários outros lugares e isso sempre foi aumentando minha paixão. Mexer com animal é mais fácil do que mexer com animal homem.. ‘Tá’ certo que também tem aquele cavalo que você pensa “putz, vou ter que montar nesse cavalo”. Então a gente já pega ele por último porquê se for no começo já acaba com o nosso dia. Mas assim é a vida né, com tudo.”

Tags: Araçatuba, Cavalo, Corpo Inteiro, Em pé, Fazenda, Homem, PROAC, São Paulo, Sudeste, trabalhador

Informações

Cidade
Araçatuba – SP
Data
Abril 2017
Fotógrafo
Tomás Cajueiro
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