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Lavoura de sonho 22set

Lavoura de sonho

“Sou João Carlos Brito, 42 anos. Praticamente comecei na parte da lavoura mesmo, carpindo, tinha na faixa de 14 anos, um trabalho mais braçal mesmo. Fui evoluindo, saí das usinas, entrei na fazenda aqui e comecei a pegar um trator aqui, uma máquina ali, fui tirar minha carta e o primeiro registro foi de tratorista.
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Leite da vida 22set

Leite da vida

“Meu nome é Tales Afonso Ferrari Ribeiro, tenho 20 anos, sou estudante de veterinária. Minha relação com os animais, sobretudo com a pecuária, vem da infância. Antes até de vir aqui pra fazenda, eu já andava com o meu pai quando ele era vendedor, sempre no meio do sítio, sempre gostei de animais e de
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Nova laranja 18set

Nova laranja

“Me chamo Edson César Zeulle, 56 anos. Faz um ano que trabalho aqui com Laranja. Antes, eu era vendedor de trator, nós tivemos essa crise e a coisa ficou difícil. A cobrança é grande nas vendas, se não vender… Você sabe. Além disso, aqui é uma coisa gostosa trabalhar, trabalho com pessoas boas. Aqui encontrei
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Café de ontem 11set

Café de ontem

“A gente era acostumado a trabalhar, não achava difícil, era gostoso.A gente frequentava a escola e quando chegava tinha que almoçar e capinar arroz, feijão. Tudo descalço, não tinha nada pra colocar no pé não, e coitada, minha mãe que morreu cedo demais era muito trabalhadeira, povo honesto a vida inteira. Só que depois que
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Vida no chá 10set

Vida no chá

“Conhecer o chá eu conheci com cinco anos. Porque o meu pai trouxe uma muda, uma semente de chá não sei de onde! Ele semeou na areia e esse chá começou brotar! Então o meu pai me deu uma latinha e disse “Agora você vai ‘escoiê’ os broto e ‘colocá’ nessa latinha.” Isso eu lembro
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A luta 09set

A luta

“Meu nome completo é João Bosco Padula, tenho exatamente 59 anos, natural de Fonte Nova, Minas Gerais. Minha infância foi maravilhosa, assim, eu não tive complexo da doença que eu tive, né, graças ao esforço da minha mãe, do meu pai, da minha madrinha, que ajudaram bastante e a minha força de vontade pra superar
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Outro preconceito 08set

Outro preconceito

“Pessoas acham que nós que trabalhamos com carvão somos uns bicho, que é só trabalho escravo. É só mais um desses preconceitos que dominam a opinião pública. Digo mais um, porque tem tantos, não tem?”

Familia da Roseira 06set

Familia da Roseira

“Sou Dandewara Pereira 42 anos, nasci em Campinas e estou no jongo há aproximadamente 4 anos. Eu acompanhava as atividades que eles faziam em outros lugares, como no Largo São Benedito e em outras atividades que eles participavam, praticamente onde tinha apresentação do jongo eu acompanhava. Ia como visitante, aí, há quatro anos que eu
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Nossos sonhos 05set

Nossos sonhos

“Apesar das dificuldades ainda tenho meus sonhos. Mas tem que lutar, tem que trabalhar. Do dia pra noite é difícil de realizar ele. Eu acho que não dá. A gente consegue realizar ele conforme o que a gente gosta, conforme a gente luta.”

Nossa terra 02set

Nossa terra

“Sou José Militão, 74 a lutador do MST. A parte melhor de viver aqui é que aqui é todo mundo irmão, o que acontece com um acontece com todo mundo. Tem outra coisa, aqui nós todos gosta daqui, a nossa patroa é a melhor que tem. Não é puxando o saco, é a realidade, o
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A vida na fazenda 01set

A vida na fazenda

“André Luís Carvalho, vou fazer 41 anos agora dia 13 de outubro, nasci aqui nessa fazenda que eu trabalho, meu pai também, minha avó mãe da minha mãe também é nascida aqui, então vem de geração trabalhar na cana, antes era mais cereais mas hoje é mais cana e soja. Posso dizer que conheço bem
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Meu grande sonho 29ago

Meu grande sonho

“Valdecir Bastos, nasci em Ribeirão Preto, nasci dia 23 de maio de 1954. Hoje meu grande objetivo é ter um pedacinho de terra pra plantar, colher, ter o sustento e o pão de cada dia. Nós merece, cada um de nós.”

Cidade e roça 28ago

Cidade e roça

“Entre a cidade e a roça, sem dúvida eu fico com a roça.”

Vida na cana 23ago

Vida na cana

“Trabalho com cana fazem 24 anos já, isso mais de metade da minha vida. Nesse longo caminhar eu já fiz de tudo: adubação,  preparação do solo, corte e tudo mais que você pode imaginar. Sabe, as coisas melhoraram muito com a chegada da tecnologia e dos equipamentos. Antes era o dia inteiro embaixo do sol,
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Jongo na Itália 23ago

Jongo na Itália

“Ingrid D’Esposito, 26 anos. Cheguei no Brasil há 3 meses, mas sou de Nápoles, na Itália. Estou aqui desenvolvendo um projeto de pesquisa, minha dissertação em antropologia, na Unicamp. Meu projeto é focado na comunidade Jongo Dito Ribeiro, na revitalização do jongo, em particular no contexto urbano, como Campinas. Um dia eu descobri o jongo
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Empoderamento Negro 19ago

Empoderamento Negro

“A história da nossa comunidade é uma história de resistência, de luta e de empoderamento da mulher negra. É notório quando as mulheres passam por esse espaço, aliás, todos que passam pelo jongo, de certa medida passam por uma transformação, mas é muito mais notório quando se trata da mulher negra, que chega aqui de
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Povo da Roça 18ago

Povo da Roça

“O pessoal da cidade precisa aprender a respeitar mais o povo da roça, sabe. O povo da roça é mais sofrido: é sol quente, chuva, poeira e vários outros obstáculos que não podem fazer com que a gente não trabalhe. Não tem greve aqui, não tem muita escolha. Temos que trabalhar e ponto final.”

Anos de lavoura 17ago

Anos de lavoura

“São 22 anos que trabalho com cana. Uma vida toda na lavoura.”

Trabalho normal 16ago

Trabalho normal

“Muita gente assusta, mas esse pra mim é um trabalho normal. Hoje é muito mais seguro do que no passado. Claro, fisicamente é desgastante, mas assim como muitos outros trabalhos. As pessoas acham que é um trabalho escravo, que estamos aqui por desespero. Mas não é nem um nem outro. É um trabalho digno, e
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Jongo e Casa 15ago

Jongo e Casa

“Eu cheguei aqui através de um amigo meu, que também faz parte aqui da casa de cultura. Primeiro eu fui pro Urucungos, que é outra cultura popular, aí ele me perguntou se eu gostaria de conhecer o jongo, a Fazenda Roseira. Foi quando ele me trouxe aqui pra visitar e no primeiro dia que eu
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