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Café de ontem 11set

Café de ontem

“A gente era acostumado a trabalhar, não achava difícil, era gostoso.A gente frequentava a escola e quando chegava tinha que almoçar e capinar arroz, feijão. Tudo descalço, não tinha nada pra colocar no pé não, e coitada, minha mãe que morreu cedo demais era muito trabalhadeira, povo honesto a vida inteira. Só que depois que
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Vida no chá 10set

Vida no chá

“Conhecer o chá eu conheci com cinco anos. Porque o meu pai trouxe uma muda, uma semente de chá não sei de onde! Ele semeou na areia e esse chá começou brotar! Então o meu pai me deu uma latinha e disse “Agora você vai ‘escoiê’ os broto e ‘colocá’ nessa latinha.” Isso eu lembro
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Minha Sorocaba 03set

Minha Sorocaba

“Sorocaba passou de uma cidade assim bem provincial pra uma cidade bem moderna a partir de 1970. hoje Sorocaba tem um dos polos industriais mais importantes do Brasil. Quando cheguei aqui em 1955 não era assim. A sorocabana foi importante nesse processo. Foi pioneira como empresa de transporte que movimentou todo esse ramal de São
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Nossa terra 02set

Nossa terra

“Sou José Militão, 74 a lutador do MST. A parte melhor de viver aqui é que aqui é todo mundo irmão, o que acontece com um acontece com todo mundo. Tem outra coisa, aqui nós todos gosta daqui, a nossa patroa é a melhor que tem. Não é puxando o saco, é a realidade, o
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Vida de Santo 01set

Vida de Santo

“Me chamo Luiz, mais conhecido pelo meu nome de santo, Toloji. Minha caminhada nesse mundo começou quando eu tinha um amigo, aqui em Campinas, que frequentava a Umbanda. Antes eu era católico, minha família muito católica, mas tinha algumas coisas que não dava pra gente conceber dentro do catolicismo como, por exemplo, o fato de
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Comida boa 01set

Comida boa

“Eu moro sozinho, a minha irmã tem uma casa, e eu tenho, a minha mãe deu três cômodos no fundo pra mim morar. Lá eu só faço o meu café, e pago a pensão pra minha irmã, aí eu como, todo dia ela dá pensão pra mim, almoço e janta, mas eu gosto da comida
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Sozinho na praça 30ago

Sozinho na praça

“Gosto de vir aqui na praça e ficar pensando na vida.’Tá’ difícil as coisas, sozinho na casa, sem dinheiro. Eu entro na casa e a casa não fala comigo, não tenho com quem conversar, saio na rua e só consigo encontrar algum colega pra conversar um pouquinho. ‘Tava’ pensando aqui porquê eu moro sozinho. Eu
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Meu grande sonho 29ago

Meu grande sonho

“Valdecir Bastos, nasci em Ribeirão Preto, nasci dia 23 de maio de 1954. Hoje meu grande objetivo é ter um pedacinho de terra pra plantar, colher, ter o sustento e o pão de cada dia. Nós merece, cada um de nós.”

Costura da alegria 29ago

Costura da alegria

“Participar de uma casa de caridade como essa faz muito bem, sabe. É bom para distrair minha cabeça, minha depressão e foi aonde eu me encontrei: na costura. Aqui a gente passa a parte da manhã do sábado, bem gostoso, a gente ri, diverte, desabafa, faz novos amigos. A gente faz bem e recebe o
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Povo da Roça 18ago

Povo da Roça

“O pessoal da cidade precisa aprender a respeitar mais o povo da roça, sabe. O povo da roça é mais sofrido: é sol quente, chuva, poeira e vários outros obstáculos que não podem fazer com que a gente não trabalhe. Não tem greve aqui, não tem muita escolha. Temos que trabalhar e ponto final.”

Jongo e Casa 15ago

Jongo e Casa

“Eu cheguei aqui através de um amigo meu, que também faz parte aqui da casa de cultura. Primeiro eu fui pro Urucungos, que é outra cultura popular, aí ele me perguntou se eu gostaria de conhecer o jongo, a Fazenda Roseira. Foi quando ele me trouxe aqui pra visitar e no primeiro dia que eu
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Minha cidade 13ago

Minha cidade

“Sou nascido dia doze de fevereiro de mil novecentos e cinquenta e um. Isso foi a 66 anos ! Nasci e cresci aqui na minha amanda Araçatuba. Minha terra é essa. Nasci aqui, me criei aqui e já viajei com muita boiada aqui. Tenho um orgulho enorme aqui da minha terra. Acho que o motivo
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Quilombola lutador 08ago

Quilombola lutador

“Eu sou de 55! Do tempo em que não tinha nem estrada passando aqui perto do Quilombo. Isso aconteceu só em 1968, quando eu tinha 13 anos! É curioso, porque com a chegada da estrada, chegou a legislação! Quer dizer: Tinha lei, mas o pessoal aqui não sabia! Não tinha revista, não tinha jornal, não
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Bóia Fria 04ago

Bóia Fria

“Sou Maria de Lourdes Alves Pereira, 50 anos. Já fiz muita coisa na vida, meu filho. Comecei trabalhando como bóia fria, carpia soja, carpia trigo, carpia café. Era muito difícil, muito mesmo. Só quem já foi sabe o quanto é difícil, mas você faz isso pelos filhos, né? O pior é que apesar de difícil
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O Jongo 26jul

O Jongo

“Sou Maria Alice Ribeiro, 73 anos e uma das lutadoras, coordenadora do Jongo Dito Ribeiro. Benedito Ribeiro era mineiro, praticava o Jongo lá. Quando ele veio pra Campinas, casou e teve o primeiro filho. Acho que ele casou em 30. Sou a última dos filhos e minha trajetória começou ali, com esses dois. O jongo
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Arte de viver 19jul

Arte de viver

“Sou Maria Cândido Santos Russo, esposa de artista e mãe de artista, então já viu, né? O mundo da arte sempre fez parte da  minha vida. A arte é incrível, ela muda a gente, a personalidade muda rapidinho, de uma hora pra outra. Porquê todo artista ele é meio, digamos assim, difícil de conviver. Eles
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Vivendo na fazenda 18jul

Vivendo na fazenda

“Sou Luiz José Machado, 71 anos e trabalho aqui com a cana desde julho de 1970. Sou nascido em Minas, Passos de Minas em 1945, vim pra cá em 1970 e já entrei no jardim da sede aqui da fazendo. O trabalho é bom, o patrão é bom então ‘tô’ aqui até hoje. Antes de
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Meus amores 16jul

Meus amores

“Um dia eu ‘tava’ um dia no hospital com o meu menino quando vi o Conselho Tutelar baixar lá e levar uma menina embora. Fiquei angustiada e fui atrás de quem era. A menininha ficou 5 meses no orfanato e quando eu cheguei lá e tirei ela tinha 7 meses de vida. Ou seja, quase
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Voltar pra casa 15jul

Voltar pra casa

“De menino eu morei no sítio mas quando cresci eu fiquei um tempo na cidade. Depois que aposentei não tive dúvida: voltei pro lugar de onde vem a minha família. Gosto de ficar aqui, aqui é outro ar, aqui é mais fresco. Devo falar que eu não sinto falta de praticamente nada de lá. Eu
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Viver em Paraisópolis 14jul

Viver em Paraisópolis

“Sou Antônio Cavalcante de Melo, aqui em Paraisópolis sou o ‘Toninho Moveis’, tenho 61 anos e sou do Recife. Cheguei em São Paulo em 1973 com 16 anos, vim sozinho. Eu ‘tava’ trabalhando em Alagoas, aí de Alagoas eu vim pra cá. Sempre trabalhei com móveis quando eu cheguei em São Paulo com esse trabalho
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